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Se procurardes Maria, encontrareis Jesus. E aprendereis a entender um pouco o que há nesse coração de Deus, que Se aniquila, que renuncia a expressar o seu poder e a sua majestade, para Se apresentar sob a forma de escravo. Falando humanamente, poderíamos dizer que Deus Se excede, pois não Se limita ao que seria essencial e imprescindível para nos salvar, mas vai mais além. A única norma ou medida que nos permite compreender de algum modo essa maneira divina de agir é ver que não tem medida, que nasce da loucura de amor que O levou a tomar a nossa carne e a carregar com o peso dos nossos pecados.
Como é possível tomarmos consciência disto, percebermos que Deus nos ama e não ficarmos, também nós, loucos de amor? Temos de permitir que estas verdades da nossa fé vão penetrando na nossa alma, até transformarem por completo a nossa vida. Deus ama-nos! O Omnipotente, o Todo-Poderoso, o que fez os Céus e a Terra!
Deus interessa-Se pelas mais pequenas coisas das suas criaturas – as vossas e as minhas – e chama-nos, um a um, pelo nosso nome próprio. Esta certeza que a fé nos proporciona leva-nos a olhar o que nos cerca a uma luz nova, de maneira que, permanecendo tudo igual, percebemos que tudo é diferente, porque tudo é expressão do amor de Deus.
Deste modo, a nossa vida transforma-se numa oração contínua, num bom humor e numa paz que não acabam, num ato de ação de graças desfiado ao longo das horas. «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome», cantou a Virgem
Maria. A nossa oração pode acompanhar e imitar a sua: tal como ela, sentiremos o desejo de cantar, de proclamar as maravilhas de Deus, para que a humanidade e todos os seres participem da nossa felicidade.
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/144/ (19/05/2026)