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Há muita gente empenhada em portar-se injustamente? Sim, mas o Senhor insiste: «Pede-Me e Eu te darei povos como herança e os confins da Terra por domínio. Hás de governá-los com cetro de ferro e destruí-los como um vaso de barro.» São promessas fortes e são de Deus; não podemos dissimulá-las. Não é em vão que Cristo é o Redentor do mundo, e que reina, soberano, à direita do Pai. É o terrível anúncio do que espera cada um de nós quando a vida passar – porque passa –, e todos quando a história acabar, se o coração se endurecer no mal e na desesperança.

Mas Deus, que pode vencer, prefere sempre convencer: «E agora, prestai atenção, ó reis! Deixai-vos instruir, juízes da Terra! Servi o Senhor com temor, prestai-Lhe homenagem com tremor, para que não Se irrite e não pereçais no caminho, pois a sua ira irrompe num instante.» Cristo é o Senhor, o Rei. «E nós estamos aqui para vos anunciar a boa nova de que a promessa feita a nossos pais, Deus a cumpriu em nosso benefício, para nós, seus filhos, ressuscitando
Jesus, como está escrito no salmo segundo: “Tu és meu filho, Eu hoje Te gerei”. […] Ficai sabendo, irmãos, que por seu intermédio é que vos é anunciada a remissão dos pecados. A justificação completa que não pudestes obter pela Lei de Moisés, obtê-la-á por meio dele todo aquele que crê. Tende, pois, cautela, para que vos não aconteça o que se diz nos profetas: “Olhai, vós, os desdenhosos, admirai-vos e desaparecei! Porque Eu vou fazer uma obra em vossos dias, obra em que não acreditaríeis se alguém vo-la contasse.”»

É a obra da salvação, o reinado de Cristo nas almas, a manifestação da misericórdia de Deus. «Felizes os que nele confiam!» Nós, cristãos, temos direito a enaltecer a realeza de Cristo, porque, ainda que a injustiça abunde, ainda que muitos não desejem este reinado de amor, a obra da salvação eterna vai sendo tecida nesta mesma história humana que é o cenário do mal.

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