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A vida futura
A missão apostólica de que Cristo encarregou todos os seus discípulos produz, portanto, resultados concretos no âmbito social. Não é admissível pensar que, para ser cristão, é preciso virar as costas ao mundo, ser um cético da natureza humana. Tudo, até o mais pequeno acontecimento, desde que seja honesto, encerra um sentido humano e divino. Ao assumir a nossa natureza humana,
exceto o pecado, Cristo, perfeito Homem, não veio destruir o que é humano, mas enobrecê-lo; veio partilhar todos os anseios do homem, menos a lamentável aventura do mal.
O cristão há de mostrar-se sempre disposto a santificar a sociedade a partir de dentro, estando plenamente no mundo, mas não sendo do mundo naquilo que ele tem – não por característica real, mas por defeito voluntário, pelo pecado – de negação de Deus, de oposição à sua amável vontade salvífica.
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/125/ (18/05/2026)