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Para concretizar, ainda que de modo muito genérico, um estilo de vida que nos incentive a ter intimidade com o Espírito Santo – e, através dele, com o Pai e o Filho –, a ter familiaridade com o Paráclito, podemos centrar-nos em três realidades fundamentais: docilidade – repito –, vida de oração, união com a cruz.
Em primeiro lugar, docilidade, porque é o Espírito Santo que, com as suas inspirações, vai dando tom sobrenatural aos nossos pensamentos, desejos e obras. É Ele quem nos impele a aderir à doutrina de Cristo e a assimilá-la em profundidade; quem nos dá luz para tomarmos consciência da nossa vocação pessoal e força para realizarmos tudo o que Deus espera de nós. Se formos dóceis ao Espírito Santo, ir-se-á formando em nós uma imagem cada vez mais nítida de Cristo e, desse modo, aproximar-nos-emos cada vez mais de Deus Pai: «Os que se deixam guiar pelo Espírito, esses é que são filhos de Deus.»
Se nos deixarmos guiar por esse princípio de vida presente em nós que é o Espírito Santo, a nossa vitalidade espiritual irá crescendo e abandonar-nos-emos nas mãos de Deus nosso Pai com a mesma espontaneidade e confiança com que uma criança se lança nos braços de seu pai. «Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu», disse o Senhor: antigo e sempre atual caminho de infância espiritual, que não é sentimentalismo nem falta de têmpera humana, mas maturidade sobrenatural, que nos permite aprofundar as maravilhas do amor divino, reconhecer a nossa pequenez e identificar plenamente a nossa vontade com a de Deus.
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/135/ (18/05/2026)