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Uma vida nova
É o momento, simples e solene, da instituição do Novo Testamento. Jesus derroga a antiga economia da Lei e revela-nos que Ele próprio será o conteúdo da nossa oração e da nossa vida.
Vede a alegria que inunda a liturgia de hoje: «Terra, exulta de alegria, louva teu Pastor e guia, com teus hinos, tua voz.» É o júbilo cristão, que canta a chegada de outro tempo: «Nova Páscoa e realeza, foi-se a Páscoa dos judeus. Era sombra o antigo povo, o que é velho cede ao novo, foge a noite, chega a luz.» Milagre de amor: «Eis o pão que os anjos comem, transformado em pão do homem; só os filhos o consomem.» O Primogénito do Pai Eterno oferece-Se-nos como alimento; e o mesmo Jesus que aqui nos robustece espera-nos no Céu: «Aos mortais, dando comida, dais também o pão da vida; que a família assim nutrida seja um dia reunida aos convivas lá no Céu», porque «os que se alimentam de Cristo morrerão com a morte terrena e temporal, mas viverão eternamente, porque Cristo é a vida que não termina».
Para o cristão que se conforta com o maná definitivo da Eucaristia, a felicidade eterna começa já aqui; o que era velho passou, afastemos o que é caduco, seja tudo novo para nós – «as obras e os corações, o grito da nossa voz».
Esta é a Boa Nova. É novidade, notícia, porque nos fala de uma profundidade de amor de que não suspeitávamos. É boa, porque não há nada melhor do que unirmo-nos intimamente a Deus, que é o Bem de todos os bens. Esta é a Boa Nova porque, de certa maneira e de um modo indescritível, é uma antecipação
da eternidade.
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/152/ (19/05/2026)