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Ter intimidade com Jesus na Palavra e no Pão
Jesus esconde-se no Santíssimo Sacramento do altar, para que nós nos atrevamos a ter intimidade com Ele, para ser o nosso sustento, a fim de sermos uma só coisa com Ele. Ao dizer: «Sem Mim, nada podeis fazer», Ele não estava a condenar o cristão à ineficácia, nem estava a obrigá-lo a uma busca árdua e difícil da sua Pessoa, pois ficou entre nós com uma disponibilidade total.
Quando nos reunimos diante do altar para a celebração do Santo Sacrifício da Missa, quando contemplamos a Hóstia Sagrada exposta na custódia ou a adoramos escondida no sacrário, devemos reavivar a nossa fé, pensar na nova existência que vem a nós, e comover-nos com o afeto e a ternura de Deus.
«Eram assíduos ao ensino dos apóstolos, à união fraterna, à fração do pão e às orações»9. É assim que a Escritura nos descreve o comportamento dos primeiros cristãos: congregados em perfeita unidade pela fé dos apóstolos, participando na Eucaristia, unânimes na oração. Fé, Pão, Palavra.
Jesus na Eucaristia é penhor seguro da sua presença na nossa alma; do seu poder, que sustenta o mundo; das suas promessas de salvação, que contribuirão para que, no final dos tempos, a família humana habite perpetuamente na casa do Céu, em torno de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, Santíssima Trindade, único Deus. É toda a nossa fé que se atualiza quando cremos em Jesus, na sua presença real sob os acidentes do pão e do vinho.
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/153/ (18/05/2026)