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A fecundidade da Eucaristia
Quando, na Última Ceia, o Senhor instituiu a Sagrada Eucaristia, era de noite, o que significa, comenta São João Crisóstomo, «que os tempos tinham sido cumpridos». A noite caía sobre o mundo, porque os velhos ritos, os antigos sinais da misericórdia infinita de Deus pela humanidade, iam realizar-se plenamente, abrindo caminho a um verdadeiro amanhecer: a nova Páscoa. A Eucaristia foi instituída durante a noite, preparando de antemão a manhã da Ressurreição.
Também nós temos de preparar esta alvorada na nossa vida. Tudo o que é caduco, o que é prejudicial, o que não serve – o desânimo, a desconfiança, a tristeza, a cobardia –, tudo isso tem de ser deitado fora. A Sagrada Eucaristia introduz a novidade divina nos filhos de Deus e nós devemos corresponder «in novitate sensus», com uma renovação de todo o nosso sentir e de todo o nosso agir. Foi-nos dado um novo princípio de energia, uma raiz poderosa, enxertada no Senhor. Não podemos voltar à antiga levedura, nós, que temos o Pão de agora e de sempre.
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/155/ (18/05/2026)