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Cristo vive no cristão. A fé diz-nos que o homem em estado de graça está endeusado. Não somos anjos, mas homens e mulheres, seres de carne e osso, com coração e com paixões, com tristezas e com alegrias. Mas a divinização opera em todo o homem como que uma antecipação da ressurreição gloriosa. «Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem vem a ressurreição dos mortos. E, como todos morrem em Adão, assim em Cristo todos voltarão a receber a vida.»
A vida de Cristo é vida nossa, segundo o que Ele prometeu aos seus apóstolos na Última Ceia: «Se alguém Me tem amor, há de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada.» Por isso, o cristão deve viver segundo a vida de Cristo, tornando seus os sentimentos de Cristo, de modo
que possa exclamar com São Paulo: «Non vivo ego, vivit vero in me Christus», não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/103/ (18/05/2026)