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Não quero terminar sem uma última reflexão. Ao tornar Cristo presente entre os homens, sendo ele mesmo ipse Christus, o cristão não procura apenas viver numa atitude de amor, quer também dar a conhecer o Amor de Deus através desse amor humano.
Jesus concebeu toda a sua vida como uma revelação desse amor: «Filipe», respondeu a um dos seus apóstolos, «quem Me vê, vê o Pai.» Seguindo esse ensinamento, o apóstolo São João convida os cristãos a que, tendo conhecido o amor de Deus, o mostrem com as suas obras: «Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus. Aquele que não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida. É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós
devemos amar-nos uns aos outros.»
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/115/ (18/05/2026)