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A fé, o amor e a esperança de José
A justiça não consiste na mera submissão a uma regra; a retidão deve nascer de dentro, deve ser profunda, vital, porque o justo vive da fé6. Viver da fé: estas palavras, que foram depois tema de frequente meditação para o apóstolo Paulo, veem-se realizadas de forma superabundante em São José. O seu cumprimento da vontade de Deus não é rotineiro nem formalista, é espontâneo e profundo. Para ele, a lei que todos os judeus praticantes viviam não era um simples código nem uma fria compilação de preceitos, era uma expressão da vontade de Deus vivo. Foi por isso que soube reconhecer a voz do Senhor quando esta se lhe manifestou, inesperada e surpreendente.
É que a história do Santo Patriarca foi uma vida simples, mas não foi uma vida fácil. Depois de passar momentos de angústia, fica a saber que o Filho de Maria foi concebido por obra do Espírito Santo; e esse Menino, Filho de Deus e descendente de David segundo a carne, nascerá numa gruta. Os anjos celebram o seu nascimento e personalidades de terras longínquas vêm adorá-lo; mas o rei da Judeia deseja a sua morte e é necessário fugir. O Filho de Deus é,
aparentemente, uma criança indefesa, que viverá no Egito.
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/41/ (18/05/2026)