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Já falámos muito deste tema noutras ocasiões, mas permiti-me insistir na naturalidade e na simplicidade da vida de São José, um homem que não se distinguia dos seus concidadãos nem levantava barreiras desnecessárias.

Por isso, ainda que possa ser conveniente fazê-lo em determinados momentos ou em algumas situações, de uma maneira geral não gosto de falar de operários católicos, de engenheiros católicos, de médicos católicos, etc., como se se tratasse de uma espécie dentro de um género, como se os católicos formassem um grupo separado dos outros, dando a sensação de que existe um fosso entre os cristãos e o resto da humanidade. Respeito a opinião contrária, mas parece-me que é muito mais adequado falar de operários que são católicos ou de católicos que são operários; de engenheiros que são católicos ou de católicos que são engenheiros. Porque o homem que tem fé e exerce uma profissão, seja intelectual, técnica ou manual está e sente-se unido aos outros, igual aos outros, com os mesmos direitos e obrigações, com o mesmo desejo de melhorar, com o mesmo empenho em enfrentar e encontrar soluções para os problemas comuns.

Assumindo tudo isto, o católico saberá fazer do seu quotidiano um testemunho de fé, de esperança e de caridade; testemunho simples e normal, sem necessidade de manifestações aparatosas, salientando – com a coerência da sua vida – a constante presença da Igreja no mundo, visto que todos os católicos são, eles mesmos, Igreja, pois são membros de pleno direito do único povo de Deus.

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