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Convém não esquecer, portanto, que esta dignidade do trabalho tem como fundamento o Amor. O grande privilégio do homem é poder amar, transcendendo assim o efémero e o transitório. O homem pode amar as outras criaturas, dizer um tu e um eu cheios de sentido; e pode amar a Deus, que nos abre as portas do Céu, que faz de nós membros da sua família, que nos autoriza a conversar com Ele também de tu a Tu, cara a cara.
Por isso, o homem não deve limitar-se a fazer coisas, a construir objetos. O trabalho nasce do amor, exprime o amor, ordena-se ao amor. Não reconhecemos Deus apenas no espetáculo da natureza, mas também na experiência do nosso próprio trabalho, do nosso esforço. Assim, o trabalho é oração e ação de graças, porque nos sabemos colocados por Deus na Terra, amados por Ele, herdeiros das suas promessas. É justo, pois, que São Paulo nos diga: «Quer comais, quer bebais, quer façais outra coisa qualquer, fazei tudo
para glória de Deus.»
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/48/ (18/05/2026)