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Viver na intimidade com Jesus Cristo
Quem não ama a Santa Missa, quem não se esforça por vivê-la com serenidade e sossego, com devoção, com afeto, não ama Cristo. O amor transforma os apaixonados em pessoas de sensibilidade fina e delicada, levando-os a descobrir pormenores por vezes mínimos, mas que são sempre expressão de um coração apaixonado. É assim que devemos assistir à Santa Missa. Por isso, sempre me pareceu que quem prefere ouvir uma Missa rápida e atabalhoada demonstra com essa atitude, já de si pouco elegante, que não chegou a perceber o significado do sacrifício do altar.
O amor a Cristo, que Se oferece por nós, leva-nos, acabada a Missa, a saber encontrar uns minutos para uma ação de graças pessoal, íntima, que prolongue no silêncio do coração essa outra ação de graças que é a Eucaristia. Como havemos de nos dirigir a Ele, de Lhe falar, de nos comportar?
A vida cristã não é feita de normas rígidas, porque o Espírito Santo não dirige as almas em massa, mas infundindo em cada uma propósitos, inspirações e afetos que a ajudarão a compreender e cumprir a vontade do Pai. Penso, no entanto, que em muitas ocasiões o nervo do nosso diálogo com Cristo, da ação de graças depois da Santa Missa, poderá ser a consideração de que o Senhor é, para nós, Rei, Médico, Mestre e Amigo.
Documento impresso de https://escriva.org/pt-pt/es-cristo-que-pasa/92/ (18/05/2026)