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Descobrir o sentido divino da realidade
Devemos conquistar para Cristo todo valor humano nobre: estai atentos a tudo o que seja verdadeiro, honrado, justo, puro, amável, virtuoso e digno de louvor.38 Devemos levar imediatamente a Deus qualquer realidade que apareça na vida dos homens, descobrindo seu significado divino. Por isso, como repeti tantas vezes, é necessário que nunca percais o ponto de mira sobrenatural. tudo o que fizerdes de palavra ou obra, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus Pai por meio Dele.39
19b.
Sempre de acordo com as estruturas temporais, sempre atualizados, vós nunca necessitareis — como se diz hoje em dia — de aggiornamento, pois terão a todo momento uma esperança compreensiva e responsável para com o mundo de todas as épocas, exigindo que sejam afirmados os valores da liberdade, da dignidade da pessoa, sempre com desejo de unidade e de amor nesse serviço.
19c. Amor ao mundo que palpita no cristianismo
Quis o Senhor que, com a nossa vocação, manifestássemos aquela visão otimista da criação, aquele amor ao mundo que palpita no cristianismo. Nunca deve faltar entusiasmo em vosso trabalho e em vosso esforço por construir a cidade temporal, ainda que, ao mesmo tempo, como discípulos de Cristo que crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências,40 vós procureis manter vivo o sentido do pecado e da reparação generosa diante do falso otimismo daqueles que, inimigos da cruz de Cristo,41 fundamentam tudo no progresso e nas energias humanas.
19d. Sem esquecer do pecado
Eles cometem o grande pecado de esquecer o pecado, que alguns até pensam já terem eliminado. Não consideram que faz parte da economia redentora que o grão de trigo, para ser fértil, deva afundar-se na terra e morrer.42O fim desses homens será a perdição, seu Deus é o ventre, e a confusão será a glória daqueles que têm o coração voltado para as coisas terrenas. Porque nós somos cidadãos do céu, de onde esperamos o Salvador e Senhor Jesus Cristo, que transfigurará a miséria do nosso corpo à imagem de seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de subjugar todas as coisas a Si.43
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Documento impresso de https://escriva.org/pt-br/carta-29/19/ (26/03/2026)