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Não podeis — seria um comodismo intolerável — fechar os olhos a essa realidade. Não para que vos enchais de um pessimismo inerte e inativo, mas para que vos inflameis e enchais das santas impaciências do Cristo que, com um passo rápido, indo adiante de seus discípulos — praecedebat illos Iesus14—, fez sua última viagem a Jerusalém, a fim de ser batizado com um batismo que havia instado continuamente o seu espírito.15
5b. Possumus
Que haja sempre em vossos lábios e em vossas almas uma afirmação categórica, jovem e audaz: possumus!,16 podemos!, quando sentirdes o convite do Senhor: podeis beber o cálice que eu devo beber e ser batizado com o batismo com o qual eu devo ser batizado?17
5c. Não é possível permanecer indiferentes diante do mal
Um filho de Deus em sua Obra, embora sempre sereno com a serenidade de sua filiação divina, não pode ficar indiferente perante um mundo que não é cristão e nem mesmo humano. Porque muitos homens ainda não alcançaram aquelas condições de vida — na ordem temporal — que permitem o desenvolvimento do espírito, e estão como que insensibilizados para qualquer coisa que não seja carnal. As palavras da Escritu- ra podem ser aplicadas a eles: são homens animais, sem espírito.18 Nessas pobres almas, cumpre-se o que São Paulo lamentava: animalis autem homo non percipit ea quae sunt Spiritus Dei,19 porque essas pobres criaturas não veem a luz espiritual, não discernem as coisas que são do espírito de Deus.
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Documento impresso de https://escriva.org/pt-br/carta-29/5/ (26/03/2026)