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Pessoas que não entendem o nosso trabalho
Acontece que alguns, nestes trinta e um anos, olharam com ciúmes para o nosso trabalho; outros, com pouca simpatia, uma vez que não têm simpatia pela Igreja, a qual servi- mos para o bem de todos os homens; não faltaram alguns — poucos, felizmente — que, devido à sua mentalidade clerical, não foram capazes de entender o trabalho essencialmente laical de meus filhos; houve também outros que não souberam ou não quiseram lembrar que Deus Nosso Senhor concede sua graça — graça específica — às almas que se dedicam a Ele, e para explicar a intensidade, extensão e eficácia dos apostolados da Obra inventam causas humanas, totalmente falsas, uma vez que seus fins são sobrenaturais e os meios que empregamos também são exclusivamente espirituais, sobrenaturais: oração, sacrifício e trabalho santificado e santificante.
37b.
Há alguns que não são capazes de respeitar e compreender a liberdade pessoal dos outros, que parecem insensíveis a compreender que os membros do Opus Dei têm uma finalidade comum, a qual é somente de caráter espiritual, e que só estão de acordo quanto a essa finalidade; que são cidadãos livres em questões temporais, assim como os outros leigos — seus concidadãos — e devem viver fraternalmente com todos.
37c.
Algumas dessas pessoas — dizia — procedem de ambientes fechados de sacristia e estão acostumadas a ver que as pessoas religiosas geralmente expressam suas opiniões de acordo com a escola da respectiva família religiosa ou de acordo com a maneira de pensar de seus Superiores; e quiseram assim, com esse preconceito de mentalidade clerical, colocar no Opus Dei, ou em mim pessoalmente, um rótulo de monárquico ou republicano — isso quando não me chamaram de maçom — porque não
excluí nenhuma alma de nossa atividade de filhos de Deus.
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Documento impresso de https://escriva.org/pt-br/carta-29/37/ (26/03/2026)