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Agradecimento das famílias pela vocação de seus filhos
Também contribuireis, com o vosso relacionamento, para que as famílias — poucas — de alguns dos meus filhos que ainda não entendem o caminho de dedicação deles ao serviço de Deus venham a agradecer o Senhor por esse favor inestimável de terem sido chamadas para serem pais e mães dos filhos de Deus em sua Obra. Elas nunca cogitaram que seus filhos viessem a se dedicar a Deus e, ao contrário, teceram-lhes planos distantes desse compromisso que não esperavam e que acabam por destruir seus projetos, muitas vezes nobres, mas terrenos. De qualquer forma, mi- nha experiência — que já não é pequena — mostra que os pais que não receberam com alegria a vocação de seus filhos acabam se rendendo, aproximando-se da vida de piedade, da Igreja, e acabam amando a Obra.
58b.
São, pela graça de Deus, cada dia mais abundantes, apesar das considerações anteriores, as famílias — pais, irmãos e parentes — que reagem de forma sobrenatural e cristã à vocação e que ajudam, pedem ingresso como Supernumerários ou são, pelo menos, grandes Cooperadores.
58c.
Quando falo com as mães e pais de meus filhos, costumo dizer-lhes: vossa missão como pais não acabou. Deveis ajudá-los a serem santos. E como? Sendo santos vós mesmos. Estais cumprindo um dever de paternidade, ajudando-os, ajudando-me a que sejam santos. Permiti-me dizer:
o orgulho e a coroa do Opus Dei são as mães e os pais de família que têm pedaços de seu coração dedicados ao serviço da Igreja.
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Documento impresso de https://escriva.org/pt-br/carta-29/58/ (26/03/2026)