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Defesa da verdade, afogando o mal em abundância de bem

Nós os homens não gostamos, em geral, de dizer e sustentar a verdade, uma vez que é mais cômodo tentar ser aceitos por todos, não correr o risco de desagradar alguém. Nossa atitude deve ser, meus filhos, de compreensão, de amor. Nossa atuação não se dirige contra ninguém, nunca pode ter matizes de sectarismo: esforçamo-nos por afogar o mal em abundância de bem. Nosso trabalho não é trabalho negativo: não é antinada. É afirmação, juventude, alegria e paz. Mas não às custas da verdade.

25b. Pensar por conta própria

Por cultivarmos a livre personalidade de cada um, os filhos de Deus em sua Obra somos pessoas que sabem pensar por conta própria, que não aceitam, sem mais, os clichês, os lugares comuns que causam furor — que estão na moda — por um certo tempo. Nossa formação ensina-nos a realizar um trabalho de triagem, que aproveita o que é bom e deixa de lado o resto. Muitas vezes teremos de ir — fomos quase sempre — contra a corrente, abrindo canais e caminhos novos. Não por desejo de originalidade, mas por lealdade a Jesus Cristo e à sua doutrina. Fácil é deixar-se levar, mas as posturas fáceis também são muitas vezes atitudes que demonstram falta de responsabilidade.

25c.

É verdade que deveis viver, em todos os momentos, entre as pessoas do vosso tempo, de acordo com sua mentalidade e seus costumes, mas sempre prontos a dar razão de vossa esperança54 em Jesus Cristo; não vá acontecer que, porque não precisais vos adaptar — já que estais no meio de vossos iguais —, não se possa distinguir que sois discípulos do Senhor. Quanto sentimentalismo, medo, covardia há em certas ânsias de adaptação!

26

Notas
54

1 Pe 3, 15.

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